Porque ..hoje apeteceu-me visitar o seu intenso universo.
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sábado, 8 de março de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
O Movimento das Coisas de Manuela Serra
Sinopse
Histórias de quotidiano e de silêncio. Em caminhos desertos de vento inquietante numa aldeia do
Norte. Há um dia de trabalho atravessado por três famílias: quatro velhas, o campo, o pão, as
galinhas, e, a lembrar-nos, clareiras de histórias velhíssimas de gestos saboreados em
mineralógicas palavras. Uma família de dez filhos numa quinta mergulham na largueza do tempo,
no gesto todo do trabalho, o pai corta uma árvore. Mais longe, a água do rio habitado por gente,
numa barca, o sol, e o largo da aldeia, a ponte em construção, a varanda, a refeição, a densidade
e o misticismo ao domingo, a missa e a feira: ritualizada ao sábado. Nestes fragmentos de
cenário, move-se Isabel, também, com os olhos postos no futuro, para lá dos outros em que o
sentido da vida é apenas viver. O tempo atravessa o nascer e o pôr-do-sol.
É um respirar a vida, usando o campo como meio numa aldeia do Norte, de gestos antiquíssimos
e pousados.
16mm, 85´, 1985
Realização, Produção e Argumento Manuela SerraImagem Gérard Collet
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
sem teorias, uma tinta preta é apenas uma tinta preta
Ver algo como arte exige nada menos do que isso: uma atmosfera de teoria artística, um conhecimento da história da arte. Arte é o tipo de coisa que depende, para sua existência, de teorias; sem teorias, uma tinta preta é apenas uma tinta preta e nada mais. [...] Mas é óbvio que não poderia haver um mundo da arte sem teoria, pois o mundo da arte é logicamente dependente da teoria. Assim, é essencial para o nosso estudo compreender a natureza de uma teoria da arte, que é algo tão poderoso que pode separar objetos do mundo real e fazer com que sejam parte de um mundo diferente, um mundo da arte, um mundo de coisas interpretadas.
Danto, A transfiguração do lugar-comum, p.44
Danto, A transfiguração do lugar-comum, p.44
sábado, 28 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Merzbau
Merzbau, também conhecida por Catedral da Miséria Erótica, pertence ao Construtivismo Russo e ao seu legado projetual. Uma obra entre a arquitetura e a instalação, da autoria de Kurt Schwitters.
Considerada por muitos a primeira instalação, surge em Hannover, terra natal de Schwitters, construída aproximadamente entre 1923 e 1937, da qual apenas nos restam três fotografias. Vem a desaparecer em 1943 num bombardeamento dos Aliados.
Schwitters realizou no entanto quatro construções destas, ao longo da sua vida, cada uma num dos lugares onde morou. A contrução de Hannover, a de Lysaker (1937-1938) que fora acidentalmente incendiada por crianças em 1951, a de Hjertoy (1934-1939) descoberta em 1993 e da qual apenas restavam fragmentos, e por fim a de Ambleside (1947-1948) que estava apenas no começo, de todas a de Hannover fora a mais documentada.
O atelier era o espaço base da Merzbau, e os materiais resíduos urbanos, colagens e esculturas. Dos tetos e paredes iam surgindo planos rebatidos num ato constante, uma construção de um espaço interior de formas plásticas e de cores, resultando em inúmeros recantos, grutas e nichos onde eram introduzidos "despojos e relíquias" que aludiam a outros artistas. Existiam grutas dedicadas a Hans Arp, Theo van Doesburg, Lissitzy, grutas de Goethe, grutas dedicadas a ideias abstratas e uma gruta do amor. Era uma obra em constante transformação, com uma natureza própria e que colocava sobre a mesa questões como a dinâmica do pensamento e do processo em ação, na obra do artista, num gesto aglutinador.
"É uma escultura à qual se pode ir e voltar" diz Schwitters.
Considerada por muitos a primeira instalação, surge em Hannover, terra natal de Schwitters, construída aproximadamente entre 1923 e 1937, da qual apenas nos restam três fotografias. Vem a desaparecer em 1943 num bombardeamento dos Aliados.
Schwitters realizou no entanto quatro construções destas, ao longo da sua vida, cada uma num dos lugares onde morou. A contrução de Hannover, a de Lysaker (1937-1938) que fora acidentalmente incendiada por crianças em 1951, a de Hjertoy (1934-1939) descoberta em 1993 e da qual apenas restavam fragmentos, e por fim a de Ambleside (1947-1948) que estava apenas no começo, de todas a de Hannover fora a mais documentada.
O atelier era o espaço base da Merzbau, e os materiais resíduos urbanos, colagens e esculturas. Dos tetos e paredes iam surgindo planos rebatidos num ato constante, uma construção de um espaço interior de formas plásticas e de cores, resultando em inúmeros recantos, grutas e nichos onde eram introduzidos "despojos e relíquias" que aludiam a outros artistas. Existiam grutas dedicadas a Hans Arp, Theo van Doesburg, Lissitzy, grutas de Goethe, grutas dedicadas a ideias abstratas e uma gruta do amor. Era uma obra em constante transformação, com uma natureza própria e que colocava sobre a mesa questões como a dinâmica do pensamento e do processo em ação, na obra do artista, num gesto aglutinador.
"É uma escultura à qual se pode ir e voltar" diz Schwitters.
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| 1933, Merzbau em Hannover por Wilhelm Redemann |
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Ouvindo António Reis. Alentejo
[Recolhas]

OUVINDO ANTÓNIO REIS
o poeta do Porto
que foi ao Alentejo
Os poetas da cidade passam a vida às mesas dos «cafés», ouvindo-se uns aos outros, com aquela «pose» mais ou menos estudada e solene, que os botequins do Chiado tornaram tradicional.
Por ser assim, mais extraordinária se torna a aventura de António Reis, o poeta que foi à procura de Poesia viva e humana, autêntica e verdadeira, até à Província do Alentejo.
Foi e trouxe toda a poesia que encontrou, em flagrante, saindo da sua verdadeira fonte: a boca do Povo.
Admirável missão que um poeta podia propor a si mesmo, para a cumprir da melhor maneira: aderindo à mais pura essência da realidade humana, social e lírica.
Por isso o procuramos para lhe perguntarmos:
- Quais as poderosas razões que o levaram ao Alentejo?
Conhecer na intimidade o seu povo e a sua terra... Razões propriamente mais humanas e telúricas que artísticas - uma espécie de pudor e de respeito pelo sofrimento não me consentiam outros projectos. Mas afinal, conhecer na intimidade o Alentejo implicaria dominar essa atitude sentimental e tornar a comoção mais útil e mais digna. Assim me vi envolvido subitamente por rostos, corações, lágrimas, nomes, factos, ais, pragas, objectos, poemas e música. Assim me vi subitamente subjugado pelas formas da vida e da arte, registando amarguras e esperanças, desespero e sonho, beleza e morte... - dia e noite quase alucinado, incontido, com medo dos próprios sentidos esfolando-se como a pele...
- O que pensa fazer do precioso material que recolheu?
Entregá-lo a quem amar os homens e a beleza, para meditação, fruição e dor. Para tornar o Alentejo mais próximo de nós e nós dele. Para tornar mais consciente o nosso gosto pelo seu trigo, que na realidade não é como na cidade o comemos, branco, leve e fresco! Os poemas serão publicados em livro; a música será transmitida pela rádio e gravada em discos, possivelmente; quanto ao material de artesanato e humano, conjugado com a poesia e a música, constituirá assunto duma série de palestras que tenciono efectuar sobre o Alentejo em diferentes localidades.
- Acha o folclore e a etnografia alentejanos ricos de conteúdo e forma?
Receio responder porque sou apenas um amador e porque a minha aproximação do Alentejo foi sobretudo um acto de amor. Acto de amor que me fez sofrer e deslumbrar por grandes e pequenas coisas - talvez consideradas por terceiros sem interesse dentro do âmbito das especialidade apontadas. Ocorre-me, por exemplo, a importância que dei ao lume feito ateando uma bolota seca pousada num vidrito por meio de atrito duma pedra de isqueiro cravada num taco de madeira ($30 para um camponês era uma importância diferente que para um etnógrafo); ocorre-me também a importância que dei às brasas que iam pedir à forneira dum povo para o ferro de passar a roupa ou aos tabuleiros de carapaus pequeninos que ela assava, por favor, no forno do pão; ou às ovelhas morrendo com o volvo, de fartas, ao lado de homens secos; ou ainda aos cardos beija-mão que não deixavam as camponesas lavarem-se sequer ou pontear; ocorre-me, por exemplo, ainda, a importância que dei às crianças dançando agora uma moda em cadeia e logo um mambo; a um rádio numa praça pública semeando joio e propaganda diversa pelas almas; ao cartaz e ao plano do filme chamado «O Tesouro do Templo»; às expressões como «um homem escuro», «uma mulher ocupada», «sovar a massa», «brandura», para significar: um homem triste, uma mulher grávida, amassar, orvalho, que registei ternamente como um poema rico de invenção, metáforas e vivências populares...
- E a música e a poesia popular alentejana?
Sobre a música do Alentejo, Fernando Lopes Graça já tem dito, apaixonada e objectivamente, qual o seu valor e qual a tarefa a que seria necessário dar início sem demora, metodicamente, cientificamente, para recolher, proteger e vivificar um dos nossos patrimónios artísticos mais excepcionais. Escutar as suas palavras e os seus conselhos é o único caminho a seguir e o único juízo de valor seguro sobre este assunto. Sobre a poesia, espero dar uma resposta com as largas centenas de poemas recolhidos, abrangendo modas, cantigas, quadras, versos de pé quebrado edespiques. Mas podem servir de testemunho alguns dos exemplos coligidos para esta página.
- Têm recebido influências para bem ou para mal?
Evidentemente, que para bem. Para mal, só o meu desespero de apenas em condições dificílimas poder efectuar estes contactos (são 1.000 quilómetros ida e volta), tão necessários para os que conseguem levá-los a cabo, para os que ficam e para os que encontrámos.
Mais nada. Apenas uma quadra para os artistas portugueses, que ouvi cantar a um camponês do Baixo-Alentejo e que cito sem humor, antes solenemente:
«Ajudem-me que eu não posso
Cantar a moda sozinho
A moda está muito alta
E o meu cantar é baixinho.»
Jornal de Notícias, Suplemento Literário, pág. 5, de 4 de Agosto de 1957.
Nota: Na mesma página do Jornal de Notícias encontra-se um pequeno texto de Fernando Lopes Graça, "Versos de pé quebrado" de Joana Palma Neves (de 78 anos, camponesa), fotografias e um texto sobre os ceifeiros, "Líricas alentejanas" de António Joaquim Lança (cabreiro analfabeto, de 75 anos e nascido em Cuba) e ainda a "Oração das trovoadas" de Teófilo Alexandre (camponês).
fonte

OUVINDO ANTÓNIO REIS
o poeta do Porto
que foi ao Alentejo
Os poetas da cidade passam a vida às mesas dos «cafés», ouvindo-se uns aos outros, com aquela «pose» mais ou menos estudada e solene, que os botequins do Chiado tornaram tradicional.
Por ser assim, mais extraordinária se torna a aventura de António Reis, o poeta que foi à procura de Poesia viva e humana, autêntica e verdadeira, até à Província do Alentejo.
Foi e trouxe toda a poesia que encontrou, em flagrante, saindo da sua verdadeira fonte: a boca do Povo.
Admirável missão que um poeta podia propor a si mesmo, para a cumprir da melhor maneira: aderindo à mais pura essência da realidade humana, social e lírica.
Por isso o procuramos para lhe perguntarmos:
- Quais as poderosas razões que o levaram ao Alentejo?
Conhecer na intimidade o seu povo e a sua terra... Razões propriamente mais humanas e telúricas que artísticas - uma espécie de pudor e de respeito pelo sofrimento não me consentiam outros projectos. Mas afinal, conhecer na intimidade o Alentejo implicaria dominar essa atitude sentimental e tornar a comoção mais útil e mais digna. Assim me vi envolvido subitamente por rostos, corações, lágrimas, nomes, factos, ais, pragas, objectos, poemas e música. Assim me vi subitamente subjugado pelas formas da vida e da arte, registando amarguras e esperanças, desespero e sonho, beleza e morte... - dia e noite quase alucinado, incontido, com medo dos próprios sentidos esfolando-se como a pele...
- O que pensa fazer do precioso material que recolheu?
Entregá-lo a quem amar os homens e a beleza, para meditação, fruição e dor. Para tornar o Alentejo mais próximo de nós e nós dele. Para tornar mais consciente o nosso gosto pelo seu trigo, que na realidade não é como na cidade o comemos, branco, leve e fresco! Os poemas serão publicados em livro; a música será transmitida pela rádio e gravada em discos, possivelmente; quanto ao material de artesanato e humano, conjugado com a poesia e a música, constituirá assunto duma série de palestras que tenciono efectuar sobre o Alentejo em diferentes localidades.
- Acha o folclore e a etnografia alentejanos ricos de conteúdo e forma?
Receio responder porque sou apenas um amador e porque a minha aproximação do Alentejo foi sobretudo um acto de amor. Acto de amor que me fez sofrer e deslumbrar por grandes e pequenas coisas - talvez consideradas por terceiros sem interesse dentro do âmbito das especialidade apontadas. Ocorre-me, por exemplo, a importância que dei ao lume feito ateando uma bolota seca pousada num vidrito por meio de atrito duma pedra de isqueiro cravada num taco de madeira ($30 para um camponês era uma importância diferente que para um etnógrafo); ocorre-me também a importância que dei às brasas que iam pedir à forneira dum povo para o ferro de passar a roupa ou aos tabuleiros de carapaus pequeninos que ela assava, por favor, no forno do pão; ou às ovelhas morrendo com o volvo, de fartas, ao lado de homens secos; ou ainda aos cardos beija-mão que não deixavam as camponesas lavarem-se sequer ou pontear; ocorre-me, por exemplo, ainda, a importância que dei às crianças dançando agora uma moda em cadeia e logo um mambo; a um rádio numa praça pública semeando joio e propaganda diversa pelas almas; ao cartaz e ao plano do filme chamado «O Tesouro do Templo»; às expressões como «um homem escuro», «uma mulher ocupada», «sovar a massa», «brandura», para significar: um homem triste, uma mulher grávida, amassar, orvalho, que registei ternamente como um poema rico de invenção, metáforas e vivências populares...
- E a música e a poesia popular alentejana?
Sobre a música do Alentejo, Fernando Lopes Graça já tem dito, apaixonada e objectivamente, qual o seu valor e qual a tarefa a que seria necessário dar início sem demora, metodicamente, cientificamente, para recolher, proteger e vivificar um dos nossos patrimónios artísticos mais excepcionais. Escutar as suas palavras e os seus conselhos é o único caminho a seguir e o único juízo de valor seguro sobre este assunto. Sobre a poesia, espero dar uma resposta com as largas centenas de poemas recolhidos, abrangendo modas, cantigas, quadras, versos de pé quebrado edespiques. Mas podem servir de testemunho alguns dos exemplos coligidos para esta página.
- Têm recebido influências para bem ou para mal?
Evidentemente, que para bem. Para mal, só o meu desespero de apenas em condições dificílimas poder efectuar estes contactos (são 1.000 quilómetros ida e volta), tão necessários para os que conseguem levá-los a cabo, para os que ficam e para os que encontrámos.
Mais nada. Apenas uma quadra para os artistas portugueses, que ouvi cantar a um camponês do Baixo-Alentejo e que cito sem humor, antes solenemente:
«Ajudem-me que eu não posso
Cantar a moda sozinho
A moda está muito alta
E o meu cantar é baixinho.»
Jornal de Notícias, Suplemento Literário, pág. 5, de 4 de Agosto de 1957.
Nota: Na mesma página do Jornal de Notícias encontra-se um pequeno texto de Fernando Lopes Graça, "Versos de pé quebrado" de Joana Palma Neves (de 78 anos, camponesa), fotografias e um texto sobre os ceifeiros, "Líricas alentejanas" de António Joaquim Lança (cabreiro analfabeto, de 75 anos e nascido em Cuba) e ainda a "Oração das trovoadas" de Teófilo Alexandre (camponês).
fonte
quarta-feira, 20 de março de 2013
a vez dos cestos
Kaputu kambango kuvangila lihunda.
No começo de um cesto em espiral há sempre um nó.
provérbio luvale
No começo de um cesto em espiral há sempre um nó.
provérbio luvale
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Tomás Maia . apontamentos
A primeira vez que ouvi e tive consciência de quem era Tomás Maia foi nas conferências durante as convocações I e II de Fernando Calhau, até lá se tinha lido alguma coisa nunca retive o nome, mas nessa tarde dei por mim a saborear a "história" que Tomás Maia contava.
"..partindo sempre do branco até chegar à penúltima mancha negra, todas as noites anos a fio com o mesmo gesto. Debateu-se sempre sobre a pobreza do gesto Hominidio, gesto originário da arte...dia mais noite presos no mesmo espaço, mas eu posso atravessar o espaço.. nós estamos numa cápsula, cápsula permite-nos de dia vivenciar a experiência da noite, o medo, o medo das Florestas...gesto originário da arte, é uma experiência do tempo é uma transposição da noite, gesto que inicia constantemente a sua origem... a arte é resposta do humano a uma convocação especifica... gesto = gerir a morte, gerar vida... reenvio da obra para a sua origem e faz e refaz.. trata-se de inventar um testemunho, para um instante em que já não estaremos presentes..servem para tudo e para nada.. A arte -» originário, gere a vida -» funerário, gere a morte.. estão nos ritos funerários pré-históricos, os primeiros vistigios artísticos.. a obra de arte seria a exteriorização da alma.. separação total de si mesmo sem morrer...o segredo do artista é viver com uma convocação inata.. Nascer perpétuamente. Ser sem fim..."
(apontamentos da conferência no CAM em 2006)
O texto está correctamente escrito e estruturado na publicação que saiu mais tarde "Fernando Calhau Convocação Leituras" da Fundação Gulbenkian, onde se encontra também o lindíssimo texto de Rui Chafes.
"..partindo sempre do branco até chegar à penúltima mancha negra, todas as noites anos a fio com o mesmo gesto. Debateu-se sempre sobre a pobreza do gesto Hominidio, gesto originário da arte...dia mais noite presos no mesmo espaço, mas eu posso atravessar o espaço.. nós estamos numa cápsula, cápsula permite-nos de dia vivenciar a experiência da noite, o medo, o medo das Florestas...gesto originário da arte, é uma experiência do tempo é uma transposição da noite, gesto que inicia constantemente a sua origem... a arte é resposta do humano a uma convocação especifica... gesto = gerir a morte, gerar vida... reenvio da obra para a sua origem e faz e refaz.. trata-se de inventar um testemunho, para um instante em que já não estaremos presentes..servem para tudo e para nada.. A arte -» originário, gere a vida -» funerário, gere a morte.. estão nos ritos funerários pré-históricos, os primeiros vistigios artísticos.. a obra de arte seria a exteriorização da alma.. separação total de si mesmo sem morrer...o segredo do artista é viver com uma convocação inata.. Nascer perpétuamente. Ser sem fim..."
(apontamentos da conferência no CAM em 2006)
O texto está correctamente escrito e estruturado na publicação que saiu mais tarde "Fernando Calhau Convocação Leituras" da Fundação Gulbenkian, onde se encontra também o lindíssimo texto de Rui Chafes.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O Narrador
Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política de Walter Benjaminm, edição da Relógio D' Água
quinta-feira, 19 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
malha (a)
Há algum tempo esbarrei em algum blog com estas imagens e acabei por catrapiscá-las para mim, porque me desdobro nesta malha portátil de tantas formas e por tantos motivos, que ficou tudo de certa forma condensado neste belíssimo registo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012
Shirin de Abbas Kiarostami
Cento e catorze actrizes iranianas e uma estrela francesa: espectadoras mudas da representação teatral Khosrow e Shirin, um poema persa do século XII, encenado por Kiarostami. O desenvolvimento do texto -- que sempre apaixonou os espectadores na Pérsia e no Médio Oriente -- permanece invisível para o espectador do filme. Toda a história é contada pelos rostos intensos e belos das mulheres que assistem ao espectáculo. Um mapa de ricas e pungentes emoções. É um trabalho "fora de campo" levado ao limite.
terça-feira, 3 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Tríptico de David Maranha e Manuel Mota
APPLETON SQUARE
RUA ACÁCIO PAIVA Nº27 R/C 1700-004 LISBOA-PORTUGAL
GERAL@APPLETONSQUARE.PT | WWW.APPLETONSQUARE.PT
TEL.: +351 210 993 660
GERAL@APPLETONSQUARE.PT | WWW.APPLETONSQUARE.PT
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terça-feira, 6 de março de 2012
A não perder!!!! Serralves!
| LOCUS SOLUS. IMPRESSÕES DE RAYMOND ROUSSEL |
24 Mar - 01 Jul 2012 - MUSEU
O Museu de Serralves, em parceria com o Museu Reina Sofia (Madrid), apresenta a primeira grande exposição sobre a figura do poeta, dramaturgo e romancista francês Raymond Roussel (Paris, 1877 – Palermo, 1933). A mostra, intitulada Locus Solus. Impressões de Raymond Roussel, sublinha a enorme influência que Roussel exerceu em criadores contemporâneos, oriundos tanto do campo da literatura quanto das artes visuais.
A exposição é composta de aproximadamente trezentas peças, entre pinturas, fotografias, esculturas, ready mades, instalações e vídeos, para além de livros, documentos, revistas e manuscritos originais – suportes através dos quais se reflectirá sobre a influência de Roussel em alguns movimentos de vanguarda, especialmente no surrealimo. Alguns dos reconhecidos artistas com obras na exposição são, entre outros, Marcel Duchamp, Francis Picabia, Max Ernst, Salvador Dalí, Jean Tinguely, Joseph Cornell, Rodney Graham, Marcel Broodthaers, Man Ray, Roberto Matta, Guy de Cointet, Ree Morton, Terry Fox, Cristina Iglesias e Francisco Tropa.
Comissários: Manuel Borja-Villel, João Fernandes e François Piron com a colaboração de Guy Schraenen
Co-Produção: Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e Museu de Arte Contemporânea de Serralves
A exposição é composta de aproximadamente trezentas peças, entre pinturas, fotografias, esculturas, ready mades, instalações e vídeos, para além de livros, documentos, revistas e manuscritos originais – suportes através dos quais se reflectirá sobre a influência de Roussel em alguns movimentos de vanguarda, especialmente no surrealimo. Alguns dos reconhecidos artistas com obras na exposição são, entre outros, Marcel Duchamp, Francis Picabia, Max Ernst, Salvador Dalí, Jean Tinguely, Joseph Cornell, Rodney Graham, Marcel Broodthaers, Man Ray, Roberto Matta, Guy de Cointet, Ree Morton, Terry Fox, Cristina Iglesias e Francisco Tropa.
Comissários: Manuel Borja-Villel, João Fernandes e François Piron com a colaboração de Guy Schraenen
Co-Produção: Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e Museu de Arte Contemporânea de Serralves
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