sábado, 28 de dezembro de 2013

SÁBADO / 28 DEZ / 18.30H / ATOUGUIA DA BALEIA_PENICHE


Miguel Curado - guitarra, percussão
Paulo Chagas - flauta, clarinete
Paulo Curado - flauta, saxofones
Ricardo Jacinto - violoncelo
...
MUSICA AO OCASO #7
Entrada Livre

Casa da Tauria
Largo Nossa Senhora da Conceição, 1
Atouguia da Baleia
Peniche - Portugal


http://casadatauria.wix.com/casa-da-tauria

Organização: MIA Movimento Cultural 

da minha estante...


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Merzbau

Merzbau, também conhecida por Catedral da Miséria Erótica, pertence ao Construtivismo Russo e ao seu legado projetual. Uma obra entre a arquitetura e a instalação, da autoria de Kurt Schwitters.

Considerada por muitos a primeira instalação, surge em Hannover, terra natal de Schwitters, construída aproximadamente entre 1923 e 1937, da qual apenas nos restam três fotografias. Vem a desaparecer em 1943 num bombardeamento dos Aliados.
Schwitters realizou no entanto quatro construções destas, ao longo da sua vida, cada uma num dos lugares onde morou. A contrução de Hannover, a de Lysaker (1937-1938) que fora acidentalmente incendiada por crianças em 1951, a de Hjertoy (1934-1939) descoberta em 1993 e da qual apenas restavam fragmentos, e por fim a de Ambleside (1947-1948) que estava apenas no começo, de todas a de Hannover fora a mais documentada.

O atelier era o espaço base da Merzbau, e os materiais resíduos urbanos, colagens e esculturas. Dos tetos e paredes iam surgindo planos rebatidos num ato constante, uma construção de um espaço interior de formas plásticas e de cores, resultando em inúmeros recantos, grutas e nichos onde eram introduzidos "despojos e relíquias" que aludiam a outros artistas. Existiam grutas dedicadas a Hans Arp, Theo van Doesburg, Lissitzy, grutas de Goethe, grutas dedicadas a ideias abstratas e uma gruta do amor. Era uma obra em constante transformação, com uma natureza própria e que colocava sobre a mesa questões como a dinâmica do pensamento e do processo em ação, na obra do artista, num gesto aglutinador.

"É uma escultura à qual se pode ir e voltar" diz Schwitters.



1933, Merzbau em Hannover por Wilhelm Redemann