sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sentido em deriva

E assim foi, neste Sentido em deriva com curadoria de Bruno Marchand na comemoração do vigésimo aniversário Culturgest, que chegou ao fim no último domingo.

               Susanne Themlitz (1966) Oh la la… oh la balançoire/Microcosmos tentacular, 2004 Dimensões variáveis © Susanne Themlitz. Cortesia Culturgest.




Ângelo de Sousa, Sem título (geométrico grande), 1967.
Fotografia: Laura Castro Caldas/ Paulo Cintra. Cortesia de Culturgest.
 


Lourdes Castro (1930). Caixa alumínio (óculos), Paris, 1962.
Técnica mista 34 x 24 x 21,5 cm,  © DMF, Lisboa. Cortesia de Culturgest.


Francisco Tropa (1968) A Assembleia de Euclides (corpo), 2004 Esqueleto de anatomia, cal, ramos de eucalipto e ervas diversas, corda de linho e de sisal, vitrina de ferro e vidro 192 x 81 x 42 cm © DMF, Lisboa. Cortesia de Culturgest.

Francisco Tropa (1968) A Assembleia de Euclides (corpo), 2004 Esqueleto de anatomia, cal, ramos de eucalipto e ervas diversas, corda de linho e de sisal, vitrina de ferro e vidro 192 x 81 x 42 cm © DMF, Lisboa. Cortesia de Culturgest.
 



Michael Biberstein, Big Wide, 1991. Fotografia de Laura Castro Caldas / Paulo Cintra. Cortesia de Culturgest.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Fotografia a Preto e Branco I

Desta, por Torres Vedras em parceria com a Cooperativa de Comunicação e Cultura, as inscrições terminam amanhã!


Um curso dedicado ao filme analógico e aos meandros do papel.
Aqui, o campo de trabalho constrói-se entre luz, emulsões e papéis fotossensíveis, na busca do entendimento de cada estágio do processo, para conseguir controlar o resultado de modo criativo.
A fotografia analógica envolve uma série de processos mecânicos, óticos e químicos associados que se encontram entre o objeto e a sua representação fotográfica e que serão explorados num registo teórico e prático.


© Jochen Lempert


Programa

Uma breve história da fotografia I

A Câmera
A Câmera de orifício, Pin-hole
As Câmeras fotográficas e os seus formatos
A Fotometria (Diafragma x Obturação)
Profundidade de Campo
Tempo de Exposição

O Láboratório

O Negativo
Luz e Filme
O Grão
A Revelação
Arquivo

O Papel
Tipos de Papel Fotográfico
O Ampliador e outros equipamentos
Avaliação do Negativo
Ampliação e técnicas
Graus de contraste
A Cópia Expressiva ou “fine print”

A Visualização da Fotografia

mais...


© Jochen Lempert

domingo, 5 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mostra da “17ª Bienal de Cerveira” + Sala de Leitura Paulo Reis e Cafetaria no Carpe Diem

4 janeiro 2014 > 15h
 
No sábado, dia 4 de Janeiro, inaugura a Mostra da "17ª Bienal de Cerveira", no Carpe Diem Arte e Pesquisa até dia 1 de Fevereiro. No mesmo dia, o CDAP irá inaugurar a Sala de Leitura Paulo Reis e Cafetaria onde arte, literatura e gastronomia serão os aliados perfeitos.
 
 
 

MOSTRA DA “17ª BIENAL DE CERVEIRA”
A 17ª Bienal de Cerveira decorreu de 27 julho a 14 setembro 2013, em Vila Nova de Cerveira, Braga e Santiago de Compostela e recebeu cerca de 85 mil visitantes. Arte: Crise e transformação foi o tema de debate e reflexão da mais antiga bienal de arte do país, cuja direção artística esteve a cargo de Augusto Canedo.
A mostra “17ª Bienal de Cerveira” apresenta no CDAP 35 obras de 29 artistas do Concurso Internacional, que contou com 590 candidatos, e mais mil obras a concurso.
 
Artistas Apresentados Alexandre Carvalho (PT) | Andrea (ES) | Ana Odoj (PL) | Carla Cabanas (PT) | Carlos Maciá (ES) | Catagreena e Raquel | Pedro (PT) | Dalila Gonçalves (PT) | Cuco (ES) | Domingos Loureiro (PT) | Flávia Costa (PT) | Hector Prats (ES) | Hugo Rodrigues Cunha (PT) | Inês Teles (PT) | Laura Gorski (BR) | Luísa Jacinto (PT) | Margarida Alves (PT) | Marta Fortes (PT) | Misha Bies Golas (ES) | Nicole Tsangaris (PT) | Oyuki (JP) | Paula Scamparini (BR) | Pedro Boese (DE) | Radovan Jandric (RS) | Renato Bezerra de Mello (BR) | Ricardo Carvalho (PT) | Sara & André (PT) | Tânia Geiroto (PT) | Verónica Vicente (ES) | Tiago Alexandre (PT)
 


SALA DE LEITURA PAULO REIS E CAFETARIA
A Sala de Leitura Paulo Reis, projecto do Carpe Diem Arte e Pesquisa (CDAP), disponibiliza ao público uma colecção de mais de 1000 exemplares de publicações de arte e cultura. Muitos dos livros que ali se encontram pertenciam a Paulo Reis (1960-2011), um dos fundadores do CDAP, a quem assim se presta homenagem.

Horário: quarta a sábado, das 13h00 às 19h00 (últimas entradas às 18h30)

No mesmo dia, inaugura-se a Cafetaria com o mote "Palato do artista": tratar a comida como arte, introduzindo novas combinações de sabores e conceitos promovendo aventuras visuais e gastronómicas.
A cafetaria vai apresentar snacks originais desenvolvidos em colaboração com alguns dos artistas do Carpe Diem. 
Pretendemos que este novo projecto seja mais um complemento da programação apresentada.
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CONCERTO
Fantasmas do Paraíso > 18h, na Escadaria Principal do Palácio

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

sem teorias, uma tinta preta é apenas uma tinta preta

Ver algo como arte exige nada menos do que isso: uma atmosfera de teoria artística, um conhecimento da história da arte. Arte é o tipo de coisa que depende, para sua existência, de teorias; sem teorias, uma tinta preta é apenas uma tinta preta e nada mais. [...] Mas é óbvio que não poderia haver um mundo da arte sem teoria, pois o mundo da arte é logicamente dependente da teoria. Assim, é essencial para o nosso estudo compreender a natureza de uma teoria da arte, que é algo tão poderoso que pode separar objetos do mundo real e fazer com que sejam parte de um mundo diferente, um mundo da arte, um mundo de coisas interpretadas.

Danto, A transfiguração do lugar-comum, p.44

sábado, 28 de dezembro de 2013

SÁBADO / 28 DEZ / 18.30H / ATOUGUIA DA BALEIA_PENICHE


Miguel Curado - guitarra, percussão
Paulo Chagas - flauta, clarinete
Paulo Curado - flauta, saxofones
Ricardo Jacinto - violoncelo
...
MUSICA AO OCASO #7
Entrada Livre

Casa da Tauria
Largo Nossa Senhora da Conceição, 1
Atouguia da Baleia
Peniche - Portugal


http://casadatauria.wix.com/casa-da-tauria

Organização: MIA Movimento Cultural 

da minha estante...


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Merzbau

Merzbau, também conhecida por Catedral da Miséria Erótica, pertence ao Construtivismo Russo e ao seu legado projetual. Uma obra entre a arquitetura e a instalação, da autoria de Kurt Schwitters.

Considerada por muitos a primeira instalação, surge em Hannover, terra natal de Schwitters, construída aproximadamente entre 1923 e 1937, da qual apenas nos restam três fotografias. Vem a desaparecer em 1943 num bombardeamento dos Aliados.
Schwitters realizou no entanto quatro construções destas, ao longo da sua vida, cada uma num dos lugares onde morou. A contrução de Hannover, a de Lysaker (1937-1938) que fora acidentalmente incendiada por crianças em 1951, a de Hjertoy (1934-1939) descoberta em 1993 e da qual apenas restavam fragmentos, e por fim a de Ambleside (1947-1948) que estava apenas no começo, de todas a de Hannover fora a mais documentada.

O atelier era o espaço base da Merzbau, e os materiais resíduos urbanos, colagens e esculturas. Dos tetos e paredes iam surgindo planos rebatidos num ato constante, uma construção de um espaço interior de formas plásticas e de cores, resultando em inúmeros recantos, grutas e nichos onde eram introduzidos "despojos e relíquias" que aludiam a outros artistas. Existiam grutas dedicadas a Hans Arp, Theo van Doesburg, Lissitzy, grutas de Goethe, grutas dedicadas a ideias abstratas e uma gruta do amor. Era uma obra em constante transformação, com uma natureza própria e que colocava sobre a mesa questões como a dinâmica do pensamento e do processo em ação, na obra do artista, num gesto aglutinador.

"É uma escultura à qual se pode ir e voltar" diz Schwitters.



1933, Merzbau em Hannover por Wilhelm Redemann

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Esculpir o Tempo


A imagem é indivisível e inapreensível e depende da nossa consciência e do mundo real que tenta corporificar. Se o mundo for impenetrável, a imagem também o será. [...] Enquanto observação precisa da vida, a imagem nos traz à mente a poesia japonesa. Nesta o que me fascina é a recusa em até mesmo sugerir a espécie de significado final da imagem, que pode ser gradualmente decifrado como uma charada. Os haicai cultivam suas imagens de tal forma que elas nada significam para além de si mesmas, ao mesmo tempo que, por expressarem tanto, torna-se impossível apreender o seu significado final. Quanto mais a imagem corresponde à sua função, mais impossível se torna restringi-la à nitidez de uma fórmula intelectual. O leitor dos haicai deve incorporar-se a ele como à natureza, deve mergulhar, perder-se em suas profundezas como no cosmos, onde não existem nem o fundo nem o alto.


(…)
  A interação de conceitos jamais poderá ser o objectivo fundamental da arte. A imagem está presa ao concreto e ao material e, no entanto, ela se lança por misteriosos caminhos, rumo a regiões para além do espírito - talvez Pushkin se referisse a isso quando disse que «A poesia tem que ter um quê de estupidez». [...] Vejo então que a minha tarefa profissional é criar o meu fluxo de tempo pessoal, e transmitir na tomada [no take] a percepção que tenho do seu movimento - do movimento arrastado e sonolento ao rápido e tempestuoso - que cada pessoa sentirá a seu modo. Juntar, fazer a montagem é algo que perturba a passagem do tempo, interrompe-a, e, simultaneamente, dá-lhe algo de novo. A distorção do tempo pode ser uma maneira de dar expressão rítmica. Esculpir o tempo!


TARKOVSKI, A., Esculpir o Tempo, 2ª ed., trad. de Jefferson Luiz Camargo, São Paulo, Martins Fontes, 2002, pp. 123-124;  e 144.

 
 

 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Hoje!! No Ípsilon...

 
 
  "...Há alguns que já nascem prontos e que antes de existirem foram sonhados. Cada trabalho tem a sua própria biografia e singularidade.
    ...Sim, a minha formação é em desenho. Mas deixaram de caber no desenho todas as coisas de que queria falar."
 
   (o artigo, aqui)