terça-feira, 6 de março de 2012

A não perder!!!! Serralves!

 


LOCUS SOLUS. IMPRESSÕES DE RAYMOND ROUSSEL

24 Mar - 01 Jul 2012 - MUSEU
O Museu de Serralves, em parceria com o Museu Reina Sofia (Madrid), apresenta a primeira grande exposição sobre a figura do poeta, dramaturgo e romancista francês Raymond Roussel (Paris, 1877 – Palermo, 1933). A mostra, intitulada Locus Solus. Impressões de Raymond Roussel, sublinha a enorme influência que Roussel exerceu em criadores contemporâneos, oriundos tanto do campo da literatura quanto das artes visuais.
A exposição é composta de aproximadamente trezentas peças, entre pinturas, fotografias, esculturas, ready mades, instalações e vídeos, para além de livros, documentos, revistas e manuscritos originais – suportes através dos quais se reflectirá sobre a influência de Roussel em alguns movimentos de vanguarda, especialmente no surrealimo. Alguns dos reconhecidos artistas com obras na exposição são, entre outros, Marcel Duchamp, Francis Picabia, Max Ernst, Salvador Dalí, Jean Tinguely, Joseph Cornell, Rodney Graham, Marcel Broodthaers, Man Ray, Roberto Matta, Guy de Cointet, Ree Morton, Terry Fox, Cristina Iglesias e Francisco Tropa.


Comissários: Manuel Borja-Villel, João Fernandes e François Piron com a colaboração de Guy Schraenen
Co-Produção: Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e Museu de Arte Contemporânea de Serralves

sexta-feira, 2 de março de 2012

CASA DOS DESENHOS IV


Programa formativo da Casa das Histórias em colaboração com o Ar.Co
Sábados das 10h30 às 13h30 | Mín. 8, Máx. 16 | Marcação prévia

O corpo e a alma
Ângelo Encarnação

Um olhar sobre o corpo e as emoções que o motivam. Tendo como mote a leitura de textos e poemas de diversos autores, desenvolve-se o desenho de modelo vivo, numa sequência de poses e movimentos expressivos. Serão também abordados o retrato e o auto-retrato, as expressões do rosto, a caricatura e a representação dos estados de alma.

Datas: 10 e 17 Março (inclui 1 sessão de modelo vivo)
Preço: 55€ (6h) - inclui materiais


Desenhar o palco
João Miguéis

Tomando o espaço de exposição como um grande cenário, registar num conjunto de exercícios de observação, aspetos gerais e particularidades ai encontrados, elaborando um inventário coletivo de formas, cores, volumes, fundos e figuras que se ligam numa ordem que pode a todo o momento refazer-se ou alterar-se. Trocar a ordem, reunir e separar, mudar os nomes e os lugares, reorganizar através do desenho, utilizando diferentes técnicas, escalas e tempos, reinventado a (in)exatidão do espaço.




quinta-feira, 1 de março de 2012

O que é um lugar? O que é uma casa?

Para a Inês o sótão da casa é um lugar onde se guardam as prendas, para o Gustavo onde existem ratos mas iluminados por uma lâmpada no tecto senão, não vêem. Para o Pedro a casa é uma espécie de máquina infernal que nunca pára e parece um labirinto vivo, alias, quase que a casa me saltou das mãos de tanta energia que continha no traço.


Pedro, 6 anos

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore



O mundo é para quem nasce para o conquistar

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(...)

Que sei eu do que serei, eu que não sei o q sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonhos génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génio-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas-,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo.
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta"

Álvaro de Campos, Tabacaria